Como lidar com a agressividade nas Redes Sociais

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Sem entrar nas diferenças entre definições na área da Psicologia, vamos entender agressividade como uma espécie de violência, onde alguém quer ofender, humilhar, sobrepor-se à outra pessoa.
Vem de graça, de repente, sem aviso. Você publica uma postagem e recebe críticas gratuitas e maldosas. Como lidar?!
Podemos olhar sob dois pontos de vista. Um mais superficial e outro mais profundo. 
No superficial, posso tentar dizer o que fazer com o FDP que é agressivo. 
Resposta: Tanto faz…depende o quanto a pessoa é importante na sua vida. E quanto mais ela o é, mais o relacionamento deve ser cuidado. Mas uma coisa é certa: se revidarmos com agressividade, receberemos mais dela. Se formos assertivos (falar o que pensamos sem agredir, focar nas ideias e não nas pessoas) efeitos positivos podem ser gerados. Sempre que nos sentimos agredidos, levantamos um muro de defesas e sempre que agredimos, quem levanta esse muro é o agredido, impedindo qualquer comunicação eficiente. 
Às vezes a melhor coisa a fazer é bloquear a pessoa mesmo, afinal ninguém é obrigado a ficar recebendo agressividades vazias o tempo todo. Existem pessoas que realmente vivem num mundo agressivo, de uma negatividade potente. A capacidade de nos influenciar  para sentimentos e pensamentos que nos fazem mal, é alta. Portanto, recomendo ficarmos longe.
Mas olhando mais profundamente, o que considero importante sobre o  assunto, é que quanto mais a crítica “fere” “machuca” mais está havendo ressonância interna no “objeto agredido”. Exemplo: se alguém me faz uma crítica dizendo que meu livro é uma “encheção de linguiça” eu posso ficar triste mas não me importar tanto porque sei que para mim, não é verdade, aquilo não tem ressonância nenhuma. Mas se alguém fala que eu sou ignorante, talvez esse pensamento fique retorcendo na minha cabeça, por haver alguma ressonância interna. Afinal, sim, eu me acho ignorante em relação a muitos temas e mesmo em relação à minha profissão, quanto mais estudo, mais vejo o quanto falta saber. Mas isso dito de uma forma “maldosa” pode me machucar e muito.
Como lidar com isso?
1. Entender o que exatamente machuca.
2. Assumir que esse pensamento é meu e a dor vem daí e não do que “o outro” fala.
3. Questionar, confrontar o pensamento.
4. Fazer as pazes com ele.
5. Iniciar um processo de mudança.

Exemplo:
1. Entender: Ok entendi que a parte que me machuca é a da ignorância, essa palavra incomoda.
2. Assumir: reconheço que eu mesma me sinto ignorante e isso me incomoda profundamente.
3. Questionar: é verdade? Em parte, sim. É verdade. Quanto mais estudo, mais vejo o quanto falta saber.  Mesmo assim, dedico bastante tempo para alguns assuntos e consigo ajudar muita gente. Isso também é verdade.
4. Fazer as pazes: não posso querer saber tudo. Vou aprendendo dentro do meu limite, dando um passo de cada vez. Talvez eu queira me organizar melhor, fazer mais algum curso este ano.
5. Ação para a mudança: ok farei um novo curso e vou montar um plano de ação para organizar os estudos.
Mas o principal para que a mudança funcione é estar em paz com o pensamento da ignorância (neste caso). Isso está longe de querer continuar a ser ignorante e se acomodar. Não é isso, é estar em paz, para buscar o que pode ser melhor agora.
A paz, tira o conflito da frente, conflito que gera desgaste mental imenso e rouba o tempo para planejamento e ação em relação ao aperfeiçoamento real.
A parte mais difícil é assumir o que a gente mesmo pensa, porque talvez o pensamento gere tanta emoção negativa, que foi posto longe da consciência. Uma possibilidade é que existam associações rígidas em relação a certos pensamentos: “Se eu for ignorante, sou também burra, incapaz, sou uma farsa”. O que geralmente é uma pequena verdade comparado a todo o resto que somos. Por exemplo: muitas vezes somos falsos, mas nem sempre. E o motivo da falsidade também deve ser compreendido.
As vezes o peso negativo do pensamento é grande demais e isso impede que o mesmo aflore para a consciência. Para entrar neste processo de “investigação”, precisamos de um espírito aventureiro, muito amor e humildade.
Somos um poço de qualidades, mas o medo e o orgulho, ficam na frente servindo de escudo. Ensina o Pathwork, que por trás de todo defeito, existe uma qualidade. Então, não precisamos ter medo. 
Quando olhamos através das nuvens podemos ver o sol, ou pelo menos sentir o mormaço.
Escreva, comente, com certeza irei te responder. 
graziela.bergamini@gmail.com – Psicologia e Coaching

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