O medo da felicidade

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Se a felicidade pudesse ser medida numa pontuação de 0 a 100, sendo zero a máxima falta de vontade de existir, e cem a felicidade extrema, onde estaria a maioria de nós? Será que varia muito?

Acredito que cada pessoa tem o seu número, a sua ZCNF (Zona de Conforto Numérica de Felicidade).

Quando o termômetro aponta para um número maior do que a faixa de costume, fazemos tudo para voltar a ela.

Como a mulher que vive sempre entre 10 e 20 e que durante um ano, vive em 30 pontos pois está cuidando do casamento de sua filha. O grande dia chega. A festa é perfeita depois de um ano de muito trabalho e excitação, o grande sonho se concretiza e esse número salta para 90.

Mas o que acontece no dia seguinte?

O termômetro despenca. Ela bate o carro num poste para voltar logo ao número 10, que apesar de dolorido, lhe é familiar. Ela não foi criada para ter um alto nível de contentamento. Ela se boicota, cria sem saber, condições perfeitas para voltar ao velho e conhecido número 10. Ela não sustenta a felicidade por muito tempo.

Ou como a mocinha que muda de país, está há 3 dias encantada com o novo lugar onde mora e quando vai dar seu primeiro passeio, leva um tombo no meio da rua e se rala inteira, mal podendo andar por alguns dias.

Ou como a mãe que descobre que será avó e no mesmo instante, precisa pegar o telefone e contar para alguém a grande novidade. Ela não consegue suportar um número muito grande de felicidade. Assim quando ela conta, um pedaço daquela energia sai e ela volta a se equilibrar um pouco.

Ou como o rapaz que depois de reunir muitos dias de coragem e convidar sua antiga paquera para jantar fora, não consegue comparecer no lugar marcado de tantos imprevistos malucos que teve, deixando a moça esperando sozinha.

Todas essas são histórias reais e tenho certeza que você tem as suas.

Nós pensamos que queremos ser felizes, mas nem tanto. Temos medo da felicidade. Talvez até mais do que o medo do sofrimento.

Temos um sistema programado complexo, antigo, que roda para nos manter num nível baixo de satisfação com a vida. Aumentar nossa faixa de vibração é sair da zona de conforto, é treinar corpo e mente para abarcar mais felicidade, mais bem estar, mais alegria. Demanda tempo, vontade, resiliência e até fé. Fé na vida, fé no universo, fé em si mesmo.

Eu desejo aumentar a minha faixa de felicidade, estar mais conectada com
ela, amando mais a vida e as pessoas, amando viver. Eu quero aguentar mais alegria. Quero respirar mais fundo, dar passos mais longos, ser mais intensa, mais inteira, mais solta, menos tensa.

E você? Que nota média você daria para a sua felicidade?

Beijos, Graziela

Acesse a página de atendimentos

http://www.grazielabergamini.com.br/Atendimentos/psicoterapia

 

2 thoughts on “O medo da felicidade

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