O melhor relacionamento possível

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Quando alguém não te dá a atenção que você queria ou quando alguém te irrita, aborrece ou ignora, nada é pessoal, nenhuma dessas ações são propositais e direcionadas a você. Se outro alguém estivesse no seu lugar agindo como você, a reação do outro seria bem parecida. As pessoas reagem dentro do sistema delas, não interessa seu nome, cor, gênero, grau de parentesco. As pessoas reagem de acordo com o que ditam as regras subconscientes do seu mundo interno. Por isso melhor não levar nada para o campo pessoal “ele fez algo contra mim”. Eu não estou em jogo.

Claro que tenho um impacto no outro, mas ele reage como sempre reagiu. Ele reage ao comportamento não as pessoas. Nós reagimos frente a comportamentos e não às pessoas. Se mudamos o comportamento, vamos mudar a reação da pessoa que está programada há muito tempo para reagir daquela mesma forma àquele mesmo comportamento.
Então, sendo assim, podemos tirar um peso que não nos pertence. Jogar fora a culpa, que aliás não tem serventia nenhuma a não ser destruir nossa integridade e adiar a “resolução” do problema, seja ela de ordem física, ou emocional.

Então, a verdade é que as pessoas não lidam muito com você, não te enxergam tanto, apenas reagem a seus próprios modelos internos. Para que alguém te veja e para que você o-veja, você precisa estar consciente, conectado com ela e consigo mesmo. Não é uma “reação” mas uma “ação”. Essa atitude exige enorme abertura, exige a retirada dos óculos escuros das crenças limitantes. Exige o não julgamento, a não criação de suposições e histórias inventadas agregadas às pessoas. Exige pureza, simplicidade e amor. O amor é a única força que pode conectar as pessoas e criar um olhar verdadeiro para o outro e para si mesmo. O amor traz a verdade e vice versa. O amor verdadeiro não sabe esconder. E a nossa felicidade é exatamente o amor que sentimos, o amor que brota e flui do nosso sistema. Ele é a própria felicidade. O que chamam por aí de amor está muito longe de o ser.

O que chamam de amor é egoísmo, dependência, vício. O amor não exige nada em troca. O relacionamento exige troca, exige acordos, comunicação verdadeira, mas o amor não. Uma pessoa que se ama de verdade não se interessa por alguém que abusa dela, a-maltrata, desrespeita. Ela não se trata assim e nem permite que outros o façam.

Por isso, amar a si mesmo, aceitar suas falhas, conhecer suas forças, desenvolver-se em tempo integral, é o primeiro passo para um relacionamento dos melhores. Cuidar da sua metade, dos seus 50% e deixar que o outro cuide da parte dele. Grande sabedoria.

Texto inspirado no livro de Dom Miguel Ruiz, “O domínio do amor”

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