Filhos, decepção, carreira

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Sobre filho amado mas não o “desejado”. Considero saudável admitirmos que, muitas vezes, nossos filhos não “estão sendo” o que a gente imaginou um dia. Nós criamos expectativas altas e incomoda quando todo aquele “imaginário” não está sendo “atendido”.

Primeiro vamos lembrar que nosso filho ou filha é um ser único, com vida própria, uma história própria, uma configuração genética, mental e emocional própria e alguém querer controlar uma outra vida, mesmo que seja a de um filho, é uma missão impossível e não traz benefícios para ninguém. Nossos filhos são deles mesmos e do mundo.

Podemos sim; orientar, amar, por limites, ensinar a pensar, estimular a buscar conhecimento, mas o resto é com eles. Quem vai tomar as decisões e vivenciar as consequências, são eles. Só essa discriminação da responsabilidade, já tira um grande peso das costas de quem acha que pode ou deve controlar ou superproteger seu filho.

Outro ponto interessante é que o amor quanto mais imaturo, mais depende de condições: ou seja, eu só amo fulano em condições x, y, z . Se ele se encaixar no meu quadrado, então eu vou amá- lo. O amor maduro não carrega essas condições. Entretanto, somos humanos e nosso amor, na maior parte das vezes, é condicional sim. E tudo bem, por enquanto, mas vale refletir: será que nosso filho precisa de amor e incentivo ou de julgamentos cruéis e opiniões limitadas sobre o que ele deveria ser e fazer ?

Considero que transparência é saúde, por isso, expor ideias e sentimentos a respeito dos caminhos possíveis a seguir, ajuda na comunicação, ajuda a criar relacionamentos de confiança. Mas expor a nossa “decepção” pode não ser bom. Quem tem que cuidar da decepção é quem está com esse sentimento.

Alguns pais ou mães, também necessitam provar o valor que não vêem em si mesmos, através do filho, colocando nele forte pressão para que consiga isso ou aquilo.
Nada pior do que ser empurrado a cumprir feitos para o benefício egóico dos próprios pais.

Então fiquemos atentos sobre o significado mais profundo da decepção e o que ela pode trazer de novo a nosso respeito, quais ideias ela pode gerar. Como podemos ser melhores pais ou mães, o que precisamos mudar em nossas relações? Podemos usar sempre os sentimentos negativos para avistar novas possibilidades de comportamento.

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