O prazer

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Você abre a sua caixa de email como todos os dias, pronta para receber uma enxurrada de tarefas e problemas, mas lá no meio, está uma notícia maravilhosa, aquela que você esperava há tempos! Seu corpo todo responde, você começa a pular e gritar, uma energia intensa toma conta dele e a primeira coisa que você quer fazer é contar para alguém. Você precisa dividir o êxtase, vai correndo contar para o namorado e ele responde: uau… legal. Você viu onde coloquei minha carteira?

Imediatamente aquela sensação dá uma esfriada e em vez de focar aquela energia boa e intensa, o foco passa a ser a falta de empatia do outro. Você focou a falta e não a abundância, a xícara vazia. Continua feliz mas agora com uma boa dose de frustrações, pensando porque será que o outro não está na mesma “vibe” que você. Pensamentos negativos começam a rondar: talvez ele não esteja tão interessado em você, talvez algo vá dar muito errado depois etc…. a onda passou.

O que será que está sustentando a falta de foco e de manutenção do prazer? O prazer sexual também é uma maneira de entendermos o que fazemos ou não com o prazer. O quanto deixamos ele entrar e crescer ou se esvair rapidamente. A abertura para o prazer sempre está ligada aos pensamentos distorcidos associados a ele.

A igreja católica teve seu papel nesse aspecto do prazer ser pecado, ou pelo menos algumas pessoas ensinaram e entenderam dessa forma.

As crenças errôneas associadas negam e dissipam os prazeres e quanto mais intenso for, mais forte a barreira. Podemos ser capazes de curtir um belo pedaço de bolo de banana pelo tempo que ele estiver na boca, mas não conseguir passar 1 minuto respirando, vibrando e sustentando um prazer mais abrangente que toca corpo, mente, espírito, como receber uma ótima notícia ou ficar em estado profundo de gratidão ou mesmo estar num estado mais prolongado de prazer na relação sexual.

Muitas linhas espiritualistas dizem que o ser evoluído sente prazer como regra, vibra e irradia prazer e que este estado é a nossa meta. Esse é o estado natural de seres com mais consciência.

Então, como começar um trabalho de direcionamento para sentimentos mais longos e intensos de prazer seja ele do nível que for?

Começar a identificar os pensamentos associados é o primeiro passo. Eles tem a ver com o não merecimento gerado por culpa, raiva, ressentimento; com sentimentos de ansiedade, os quais focam sempre o futuro e suas imaginárias possíveis tragédias; identificação com as máscaras, necessidade de agradar outros ou de passar determinada imagem e muitos outros pensamentos destrutivos e distorcidos que precisam de “avaliação”.

Necessário também substituir o prazer negativo pelo positivo e para isso, entender que o negativo está associado ao gosto pelo próprio sofrimento ou pelo sofrimento alheio. Exemplo, quando nos sentimos energizados ao falar mal de alguém, ou quando fazemos alguma grande ou pequena vingança, quando sentimos animados ao contar para outros o quanto a nossa vida é sofrida (não estou escrevendo para serial killers, se tivesse, os exemplos seriam outros rs). Sempre que existe uma satisfação em prejudicar a si mesmo ou ao outro mesmo que em pensamento. E esse prazer vem de um erro de entendimento. Exemplo: um pai bate muito no filho. Diz que bate para educar. Se a única forma de atenção e contato com filho é essa, o último pode entender que amor significa bater. Assim provavelmente ele vai repetir esse comportamento na sua vez de ser pai.

E assim existem milhões de formas de exercer o prazer negativo. Cada um o faz, de acordo com seu repertorio de experiências e personalidade.

O prazer negativo, precisa ser ressignificado e substituído pelo prazer positivo.

Agora pensemos como isso se aplica em nossa vida?
Quanta coisa perdemos por não abarcar e deixar fluir no prazer? O quanto deixamos de viver e o quanto destruímos a nossa vida e as das pessoas proximas, na inconsciência do prazer negativo?

Espero que tenha feito algum sentido.

Boa semana a todos!

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@grazielabergamini_psicocoach

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